Case study

Do zero a 1M de ARR: a construção de um SaaS omnichannel

A história de como um CRM omnichannel foi concebido, arquitetado e escalado — com decisões de produto e engenharia guiadas por percepção de valor.

1M+
de receita anual recorrente
7+
integrações críticas em produção
100%
do ciclo — do Figma à produção
01Contexto

Um mercado que conversa em todos os canais

Times de vendas e atendimento falam com clientes por WhatsApp, Instagram, telefone e e-mail — mas gerenciavam tudo em ferramentas separadas, perdendo contexto, histórico e oportunidades no meio do caminho.

A proposta: um CRM SaaS omnichannel com atendimento centralizado, automação de workflows e gestão de funis de marketing e vendas — um único lugar onde a conversa vira receita.

02Concepção

Do Figma à arquitetura

O produto nasceu desenhado antes de nascer codado: jornadas, telas e design system no Figma, testados contra a pergunta que guia tudo — isso aumenta a percepção de valor de quem usa?

Em paralelo, a fundação técnica foi decidida para aguentar o crescimento sem reescrita: arquitetura multi-tenant, mensageria assíncrona e um stack enxuto e produtivo.

  • Jornadas e design system no Figma antes da primeira linha de código
  • Arquitetura multi-tenant pensada para escalar por cliente
  • Stack: React, Node.js, TypeScript, Redis e Express
03Construção

Uma arquitetura de mensagens multi-canal

O coração do produto é um pipeline único de mensagens: cada canal — WhatsApp API oficial, Instagram, VoIP via Twilio — entra no mesmo fluxo, com filas e workers absorvendo picos sem perder eventos.

Cada integração externa foi tratada como cidadã de primeira classe: webhooks idempotentes, retries com backoff e contratos claros entre serviços.

  • WhatsApp API oficial, Instagram e telefonia VoIP (Twilio) no mesmo pipeline
  • Filas com Redis para absorver picos e garantir reprocessamento
  • Webhooks idempotentes e retries com backoff em todas as integrações
04Escala

Escalar sem perder uma mensagem

Em um produto de atendimento, mensagem perdida é cliente perdido. Concorrência foi tratada com garantias de ordem por conversa e processamento paralelo entre conversas.

Observabilidade virou disciplina: métricas, logs estruturados e alertas de ponta a ponta — para achar a causa raiz antes do cliente sentir o sintoma.

  • Ordem garantida por conversa, paralelismo entre conversas
  • Métricas, logs estruturados e alertas de ponta a ponta
  • Dashboards analíticos performáticos mesmo com alto volume
05Produto

Percepção de valor em cada detalhe

Atuando como PO e dev ao mesmo tempo, cada feature nasce da jornada do usuário — não do ticket. O exemplo mais completo: um módulo de tracking de marketing concebido e implementado de ponta a ponta.

Do conceito ao deploy: monitoramento de visitantes e leads, jornadas de conversão e atribuição de campanhas dentro do CRM, integrado a Meta Ads e Google.

  • Módulo de atribuição de marketing integrado a Meta Ads e Google
  • Jornadas de conversão e monitoramento de leads dentro do CRM
  • Dashboards e relatórios que viram decisão, não enfeite
06Resultado

1M de ARR — e o que fica de lição

O produto cruzou a marca de sete dígitos de receita anual recorrente, com base de clientes crescendo e o atendimento de milhares de conversas passando pelo pipeline todos os dias.

Três lições que levo para qualquer produto:

  1. 1Produto é percepção de valor — o usuário não compra arquitetura, compra a experiência que ela sustenta.
  2. 2Escala é disciplina, não acidente: filas, idempotência e observabilidade se decidem no dia um.
  3. 3O detalhe é o produto: UX, latência e confiabilidade são a marca que fica.

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